Opinião

Educadores na linha de frente

22046055_1063588993796194_199093066653798530_nDesde que o parcelamento de salários começou em 2015, houve resistência. Passaram-se 22 meses onde sempre houve luta. Sempre houve indignação. Porém, os R$ 350,00 de parcela inicial no final do mês de agosto foram a gota d’água e teve início uma greve como há muito não se via no RS. Há mais de 40 dias educadores, entrincheirados, enfrentam um governo irresponsável, canalha e mentiroso que nega-se a negociar para que se possa encerrar a greve e salvar o ano letivo.

Porém, o quadro observável a olho nu, por assim dizer, é este. Mas existem outras questões que estão intimamente ligadas a esta situação objetiva.
Não há como negar que desde o golpimpeachment os direitos dos trabalhadores estão sendo atacado de forma vilanesca com a justificativa do tal ajuste fiscal. A (anti)reforma trabalhista já foi aprovada. A (anti)reforma da previdência está na ordem do dia.

Em 2013 muita gente foi pra rua porque queria muito mais do que o governo vinha fazendo. Tinha esperança e acreditava que era possível conquistar mais. Em 2017 lutamos para poder receber o salário no fim do mês.
Dito isto, vamos estabelecer o cenário.

Vivemos uma guerra. Onde o grande empresariado e governos de ordem neoliberal atacam o Estado, o serviço público e tudo o que julguem ser um impecilho para o tal “deus-mercado”. Seguindo esse discurso, Sartori não titubeou e parcelou salários, 13º, congelou vencimentos e investimentos, etc. Transformou a vida dos servidores do RS num verdadeiro inferno.

E aí coube a nós, servidores, lançar mão da greve como forma de resistência.
Esta é a linha de frente nesta guerra. Está é a primeira batalha.
Em Porto Alegre, o prefeito Júnior já deu início à próxima batalha ao parcelar e atrasar o salário dos servidores municipais que, em greve, também resistem.

Caso sejamos derrotados, servidores estaduais e em seguida, os servidores municipais, o que impedirá que a mesma lógica seja adotada no setor privado? Quem poderá evitar que os salários dos trabalhadores das fábricas, do comércio, dos serviços, também seja parcelado. Haverá, nestes setores, a mesma resistência dos servidores públicos, visto que os mesmos não gozam da prerrogativa da estabilidade? Duvido muito.

Então, não há outra alternativa para os trabalhadores dos setores privados senão solidarizarem-se, unirem-se e somarem-se aos servidores públicos que hoje travam a batalha na linha de frente.

E a derrota da linha de frente pode significar perder toda a guerra.
Mais do que nunca vale a máxima: uni-vos!

O autor, Cléber Duarte, é dirigente da CTB Educação – RS e educador em Igrejinha/RS, na rede pública escolar gaúcha.

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